terça-feira, 16 de novembro de 2010

Forró do Mukifo!



 
Pam Pam Pam Pam (Paródia)
Forró do Mukifo  
Aah aah aah aah au
Tan Tan Tan Tan o Mukifo aqui é Tan Tan Tan Tan
A “galére” aqui é Tan Tan Tan Tan
Na Portela eu fico Tan Tan Tan Tan
Pam pam pam pam o Mukifim aqui é Tan Tan Tan Tan
A Morango é toda Tan Tan Tan Tan
O Braseeeo inteiro é Tan Tan Tan Tan

Tô convidando a “galére” pra entrar no salão
Chegou Forró do Mukifo começou a piração
Quando o Mukifo começa a surtar
A cabeça se balança não quer mais parar
Uma nova onda eu vou te mostrar
Tá todo mundo louco, eu também vou ficar
Quando o Mukifo começa a surtar
Meu corpo se balança não quer mais parar
Uma nova onda eu vou te mostrar
Tá todo mundo louco eu também vou ficar
Aah aah aah aah au ...

Tô convidando a “galére” pra entrar no salão
Chegou Forró do Mukifo começou a piração
Quando o Mukifo começa a surtar
A cabeça se balança não quer mais parar
Uma nova onda eu vou te mostrar
Tá todo mundo louco, eu também vou ficar
Quando o Mukifo começa a surtar
Meu corpo se balança não quer mais parar
Uma nova onda eu vou te mostrar
Tá todo mundo louco eu também vou ficar
Aah aah aah aah au ...


Tan Tan Tan Tan a galera aqui é Tan Tan Tan Tan
O Mukifim aqui é Tan Tan Tan Tan
Na Portela eu fico Tan Tan Tan Tan
Pam pam pam pam o Mukifo aqui é Tan Tan Tan Tan
A Morango é toda Tan Tan Tan Tan
O Braseeeeo inteiro é Tan Tan Tan Tan
Tan Tan Tan Tan

By Fragolina inspirada na música do "Forró do Muído": "Pam pam pam pam" aqui 




domingo, 14 de novembro de 2010

Frederico, o Vitorioso!

A história de Frederico começa numa terça-feira ensolarada, véspera de feriado. 

De uma ninhada de doze, ele fora o último a nascer. 

Medindo menos de um mindinho e sem cor definida, custou a abrir os olhos. 

Conseguindo fazê-lo semanas mais tarde, depois de todos os outros, quando revelou que tinha duas pequenas safiras.

Extremamente próximas, incluve. 

Sim, o gatinho era estrábico.
Quando engordou alguns gramas e a pelagem branca começou a ficar mais espessa, desenhando naturalmente um moicano cinza-claro da cabeça à ponta do rabo, Frederico resolveu arriscar os primeiros passos. 

Foi a coisa mais bisonha que já presenciei em toda a minha vida! 
A elegência inata dos felinos tinha passado longe, mas muito longe daquela pobre criatura! Caminhar com tamanho desengonço parecia deixá-lo nervoso, o que provocava um acesso de soluços que o projetavam para a frente em pulinhos.
Se à época já existissem sites de compartilhamento de vídeos na internet, Frederico seria um sucesso mundial absoluto, porque fracassava em todas as tentativas de ser gato, e ele tinha consciência disso.
Aos dois meses de vida todos os outros bichanos receberam novos lares, menos Frederico.

Durante os finais de semana, verdadeiras hordas de crianças se aglomeravam na frente de casa, chantegeando descaradamente os pais para levarem os filhotes. 

Absolutamente autônomos e cientes de que eram extremamente belos, os onze peludinhos mantinham-se alheios a toda balbúrdia em torno deles, só Frederico que não. 

Magro e desconjuntado, ele sorria tão sinceramente que as pálpebras se encontravam até cerrarem completamente os olhos. Eu o achava bem simpático assim, mas a garotada ria e zombava do gatinho feio.
Um a um, quando partiam, além da fita cor de rosa ou azul envolta no pescoço, levavam consigo as almofadas em que dormiram desde que chegaram ao mundo.
Frederico sempre usou uma gravata vermelha, que é a cor que, dizem, traz boa sorte e faz com que os que estão por um triz vinguem. 

Por uma estranha coincidência ou talvez por saber disso - já não duvido de mais nada - o bichinho vivesse metido em novelos, cobertores e brinquedos dessa matriz.
Sua presença nunca fora um infortúnio, pelo contrário, Frederico me alegrava com seu jeito peculiar de ser.

Dia após dia, o pequeno mostrava algo novo que me encantava, e conseguiu cativar até pássaros e borboletas que sempre temeram meu jardim. 

Por várias vezes me peguei observando-o de longe, com um sorriso bobo no rosto, só por vê-lo espreguiçando-se ao sol.
Num domingo de dezembro, anoitecia quando um pai aflito bateu à minha porta com o filho de seis anos no colo. 

Fiquei surpresa com a visita, mas senti tanta familiaridade com o pequeno de óculos e camisa pólo vermelha que entendi tudo em pouquíssimas palavras, e Frederico veio caminhando da sala com a docilidade de sempre, mas com uma expressão diferente no semblante, como se esperasse por aquele momento. 

Assim Vitor, cujo nome era uma homenagem à força e à vontade com que conquistara a vida, recebia Frederico; e os dois nunca precisaram falar para se entenderem muito bem.
(Da mesma autora de Quebrando o Aquário! (http://www.angelicamartins.com.br/) ;D



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Oi galêre,

Morango postou esse conto quentinho saido do forno no dia 8 de novembro às 02:59 no sistema de coments do S/A.

Um dia ainda vou conseguir entender essa pessoa que faz a muquirana com algumas frases de um livro já publicado, mas nos presenteia com contos inéditos...

By Cão_Anônimo

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